Fiz adenoamigdalectomia, posso doar sangue?
Sim, após o período de recuperação. A adenoamigdalectomia remove amígdalas e adenoides na mesma cirurgia, e costuma exigir cerca de duas semanas de espera, com atenção ao risco de sangramento tardio.
A adenoamigdalectomia combina a remoção das amígdalas, a amigdalectomia, com a remoção das adenoides, a adenoidectomia, numa única cirurgia, indicada em casos de infecções de garganta recorrentes, obstrução das vias aéreas ou apneia do sono, especialmente comum em crianças. Por afetar a mesma região da garganta, o procedimento carrega o mesmo tipo de risco de sangramento tardio de cada cirurgia feita isoladamente.
O que a triagem realmente avalia
- Tempo desde a cirurgia: hemocentros costumam considerar cerca de duas semanas de recuperação, período que cobre a fase de maior risco de sangramento tardio na garganta
- Sangramento na região operada: sangramento entre o quinto e o décimo dia após a cirurgia é um risco conhecido desse procedimento, o que leva a triagem a ser mais cautelosa nesse período
- Motivo da cirurgia: infecção recorrente já tratada tende a ter avaliação mais simples do que um caso ainda em investigação
- Idade do doador: adenoamigdalectomia é comum em crianças, mas a doação de sangue só é permitida a partir dos 16 anos, então essa combinação normalmente não se aplica a doadores muito jovens
Pontos de atenção adicionais
- Informe na triagem a data exata da cirurgia, já que o risco de sangramento tardio é uma particularidade importante desse procedimento
- Dor de garganta durante a recuperação é esperada e não impede a doação isoladamente após o prazo padrão
- Consulte o hemocentro se teve algum episódio de sangramento durante a recuperação
No Brasil
A adenoamigdalectomia segue os critérios gerais de cirurgia sob anestesia geral da RDC nº 34/2014 da Anvisa, com atenção ao risco de sangramento tardio característico da região. A decisão final sobre o prazo exato cabe ao médico responsável pela triagem no hemocentro.