Fiz adrenalectomia, posso doar sangue?
Sim, após o período de recuperação cirúrgica. A adrenalectomia costuma exigir algumas semanas de espera se feita por via laparoscópica, ou um prazo maior se feita por cirurgia aberta.
A adrenalectomia é a remoção cirúrgica de uma ou ambas as glândulas adrenais, localizadas acima dos rins, indicada em casos de tumores adrenais, produção hormonal excessiva ou, mais raramente, câncer. O procedimento pode ser feito por via laparoscópica minimamente invasiva, com recuperação mais rápida, ou por cirurgia aberta em casos mais complexos, com recuperação mais longa.
O que a triagem realmente avalia
- Técnica cirúrgica usada: a via laparoscópica costuma liberar a doação em algumas semanas, enquanto a cirurgia aberta segue o prazo mais longo de cirurgia de grande porte
- Motivo da adrenalectomia: tumor benigno tratado com sucesso tende a ter avaliação mais simples do que um caso de câncer, que pode gerar inaptidão prolongada
- Reposição hormonal pós-cirúrgica: quando as duas glândulas são removidas, o paciente passa a depender de reposição hormonal contínua, uma condição que a triagem avalia separadamente do procedimento em si
- Sinais de infecção ou complicação: dor persistente, febre ou secreção no local da incisão adiam a liberação até a resolução
Pontos de atenção adicionais
- Informe na triagem se a cirurgia foi laparoscópica ou aberta, e o motivo da remoção
- Se está em reposição hormonal contínua, leve essa informação, já que ela entra na avaliação de saúde geral
- Consulte o hemocentro sobre o prazo exato, que varia conforme o caso
No Brasil
A adrenalectomia segue os critérios gerais de cirurgia da RDC nº 34/2014 da Anvisa, com prazo variável conforme a técnica e o motivo do procedimento. A decisão final cabe ao médico responsável pela triagem no hemocentro.