Pessoa com autismo pode doar sangue?
Sim, em geral. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é critério de inaptidão para doação de sangue, desde que o doador compreenda o procedimento e esteja clinicamente estável.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) abrange uma ampla variação de perfis — de pessoas com alta autonomia a outras com suporte intensivo. Para doação de sangue, o que importa é a capacidade de consentir e a condição clínica no dia.
TEA e doação de sangue
O diagnóstico de TEA isolado não consta como critério de inaptidão na RDC nº 34/2014 da Anvisa. Pessoas autistas com autonomia suficiente para compreender e consentir com o procedimento podem doar normalmente.
O que o hemocentro avalia
- Consentimento informado: o doador precisa entender o procedimento e concordar voluntariamente. Para pessoas com TEA leve a moderado, isso é plenamente possível
- Medicamentos em uso: risperidona, aripiprazol, sertralina e outros psicofármacos comuns no TEA devem ser informados — em geral não impedem a doação
- Condições associadas: epilepsia presente em alguns perfis de TEA pode ser fator adicional de avaliação
Aspectos práticos
A doação envolve punção venosa, ambiente hospitalar e alguma espera. Para doadores com TEA que têm hipersensibilidade sensorial ou dificuldade com ambientes desconhecidos, vale conversar com o hemocentro com antecedência para preparar a visita.
Síndrome de Asperger
Hoje incluída no espectro autista (TEA nível 1), segue os mesmos critérios. Não há restrição específica.
Conclusão
Pessoas autistas com capacidade de consentimento são bem-vindas como doadoras. O hemocentro avalia individualmente, respeitando a autonomia do doador.