Bronzeamento artificial impede a doação de sangue?
Não, na maioria dos casos. Bronzeamento sem sol (autobronzeador, spray tan) é seguro; cabines de bronzeamento artificial com radiação UV também não constam como impedimento, mas queimaduras na pele exigem cicatrização antes de doar.
Bronzeamento artificial e doação de sangue
Existem duas formas comuns de bronzeamento artificial: o autobronzeador ou spray tan (produto cosmético aplicado na pele, com efeito temporário) e a cabine de bronzeamento (exposição à radiação UV artificial). Nenhuma das duas está listada como critério de inaptidão pela Anvisa, mas cada uma tem um ponto de atenção diferente.
Situação geral
| Procedimento | Impacto na doação |
|---|---|
| Autobronzeador / spray tan (produto cosmético, sem UV) | Sem restrição |
| Cabine de bronzeamento artificial (UV) | Sem restrição, salvo queimadura na pele |
| Bronzeamento natural (exposição solar) | Sem restrição, salvo queimadura solar |
Quando vale esperar
- Se a exposição à cabine UV ou ao sol causou queimadura de pele com bolhas ou descamação intensa, é recomendável aguardar a recuperação completa antes de doar
- No Brasil, a Anvisa proíbe o funcionamento de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos desde 2009 (RDC nº 56/2009) — mas o histórico de uso em si, inclusive antes da proibição ou em outro país, não gera impedimento para doar
Por que não há restrição
Os critérios de inaptidão da RDC nº 34/2014 da Anvisa focam em riscos de transmissão de infecções pelo sangue e em condições que comprometam a segurança do doador durante a coleta. A exposição à radiação UV ou o uso de produtos cosméticos bronzeadores não se enquadram nesses critérios, exceto quando resultam em lesão de pele.
Se a pele do braço (região da punção) estiver com queimadura ou irritação, é melhor informar a equipe na triagem antes da coleta.