Como o sangue doado é transportado e refrigerado até chegar ao hospital?
O sangue doado segue uma cadeia de frio rígida, com temperaturas específicas para cada componente: hemácias entre 2°C e 6°C, plaquetas em agitação constante à temperatura ambiente, e plasma congelado a -18°C ou menos, monitoradas do hemocentro até a transfusão.
Cada componente do sangue exige uma condição de transporte diferente, e um erro em qualquer etapa da cadeia de frio pode inutilizar a bolsa inteira antes mesmo dela chegar ao paciente.
Temperatura por componente
- Hemácias: refrigeradas entre 2°C e 6°C, transportadas em caixas térmicas validadas com controle constante
- Plaquetas: mantidas à temperatura ambiente, entre 20°C e 24°C, em agitação contínua para não perderem a função
- Plasma: congelado a -18°C ou menos, geralmente transportado em gelo seco em trajetos mais longos
Monitoramento durante o trajeto
Hemocentros usam registradores de temperatura dentro das caixas de transporte, alguns com sensores que gravam a temperatura minuto a minuto durante todo o trajeto. Se a temperatura sair da faixa aceitável em qualquer ponto, mesmo por poucos minutos, o protocolo manda descartar a bolsa, já que não há como garantir a segurança do componente depois disso.
Por que a rigidez importa
Hemácias fora da faixa de temperatura correm risco de hemólise. Plaquetas paradas por tempo demais perdem a capacidade de coagulação. Um transporte malfeito pode destruir em minutos um componente que levou horas de processo pra ficar pronto.