Fiz colectomia, posso doar sangue?
Sim, após um período de recuperação prolongado. A colectomia remove parte ou todo o intestino grosso, e o prazo de espera depende tanto do porte da cirurgia quanto da condição que motivou a remoção.
A colectomia é a cirurgia que remove parte ou todo o intestino grosso, indicada em casos de câncer colorretal, doença inflamatória intestinal grave como retocolite ulcerativa ou doença de Crohn, diverticulite complicada ou obstrução intestinal. É uma cirurgia abdominal de grande porte, que às vezes exige a criação temporária ou permanente de uma colostomia, o que também entra na avaliação da triagem.
O que a triagem realmente avalia
- Motivo da colectomia: câncer colorretal costuma gerar inaptidão prolongada ou permanente, diferente de uma remoção por diverticulite já resolvida
- Tempo desde a cirurgia: hemocentros costumam exigir vários meses de espera, dado o porte abdominal do procedimento
- Presença de colostomia: uma colostomia bem cicatrizada e sem complicação não impede a doação por si só, mas merece avaliação específica na triagem
- Transfusão recebida durante a cirurgia: exige aguardar doze meses a partir da data da transfusão
Pontos de atenção adicionais
- Informe na triagem o motivo da cirurgia, se foi câncer, doença inflamatória intestinal ou outra causa
- Leve informações sobre eventual colostomia e o tempo desde a cicatrização
- Consulte o hemocentro se ainda estiver em acompanhamento oncológico ou gastroenterológico
No Brasil
A colectomia segue os critérios gerais de cirurgia de grande porte da RDC nº 34/2014 da Anvisa, com avaliação adicional da condição de base. A decisão final sobre o prazo exato cabe ao médico responsável pela triagem no hemocentro.