Crianças podem receber sangue de adultos?
Sim. Crianças podem receber sangue de adultos, desde que haja compatibilidade de tipo sanguíneo e fator Rh. O sangue doado por adultos é processado, testado e, quando necessário, fracionado em volumes adequados para uso pediátrico.
Sim, crianças podem receber sangue de adultos doadores. A transfusão pediátrica segue os mesmos princípios básicos da transfusão em adultos: compatibilidade de tipo sanguíneo (ABO) e fator Rh, além dos testes de segurança obrigatórios para doenças infecciosas.
Como o sangue é adaptado para crianças?
O volume de sangue de crianças é significativamente menor do que o de adultos. Uma bolsa de hemácias coletada de um adulto (cerca de 280 ml) pode ser dividida em alíquotas menores para uso em recém-nascidos e lactentes, reduzindo o desperdício e o número de doadores diferentes a que cada bebê fica exposto.
Recém-nascidos prematuros, por exemplo, podem precisar de transfusões de volumes tão pequenos quanto 10 a 20 ml.
Cuidados especiais em transfusões pediátricas
- Irradiação do sangue: Para bebês prematuros e imunossuprimidos, o sangue é irradiado para inativar os linfócitos do doador e prevenir a doença do enxerto versus hospedeiro transfusional (DEVHT).
- Sangue CMV-negativo: Em recém-nascidos de muito baixo peso ou imunossuprimidos, prefere-se sangue de doadores negativos para citomegalovírus (CMV).
- Filtros de leucócitos (leucorredução): Reduzem reações transfusionais e a transmissão de CMV.
Por que recém-nascidos precisam de transfusão?
- Anemia do prematuro (produção insuficiente de eritropoetina e coleta frequente de amostras para exames)
- Incompatibilidade Rh ou ABO entre mãe e bebê (eritroblastose fetal)
- Hemorragias neonatais
- Cirurgias cardíacas e outras de grande porte em crianças
O papel do doador
Cada doação de sangue pode salvar vidas de todas as idades. Ao doar, você contribui para que hemocentros tenham estoque disponível para emergências pediátricas, cirurgias e tratamentos de crianças com câncer.