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Doação de sangue

Tenho desfibrilador implantável, posso doar sangue?

Não. Quem usa cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) tem uma arritmia grave de base que é critério de inaptidão definitiva para doação de sangue no Brasil.

O cardioversor-desfibrilador implantável, ou CDI, é um dispositivo colocado no peito para monitorar o ritmo cardíaco e aplicar um choque elétrico automaticamente caso detecte uma arritmia potencialmente fatal, como fibrilação ventricular. É indicado para pessoas com alto risco de morte súbita cardíaca.

O que a triagem realmente avalia

  • Gravidade da arritmia de base: a indicação de um CDI já sinaliza uma condição cardíaca grave, que é critério de inaptidão definitiva
  • Histórico de choques do dispositivo: episódios recentes de choque indicam instabilidade do quadro cardíaco
  • Medicações associadas: antiarrítmicos e anticoagulantes usados junto ao CDI também pesam na avaliação

Pontos de atenção adicionais

  • Informe na triagem que usa CDI e o motivo da indicação, mesmo que pareça óbvio que a doação não será liberada
  • A restrição é sobre a condição cardíaca, não sobre o dispositivo eletrônico em si
  • Mantenha acompanhamento cardiológico regular independente da possibilidade de doar sangue

No Brasil

A Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde classifica arritmias graves e cardiopatias significativas como inaptidão definitiva para doação de sangue. A decisão final cabe ao médico responsável pela triagem no hemocentro.

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