Qual é a diferença entre doação de sangue e doação de plaquetas?
Na doação de sangue total, coleta-se cerca de 450 ml de sangue. Na doação de plaquetas (aférese), uma máquina separa as plaquetas e devolve os demais componentes ao doador, permitindo doações mais frequentes.
Existem diferentes modalidades de doação de sangue, e é importante conhecê-las para entender como cada uma contribui de forma distinta no tratamento de pacientes.
Doação de sangue total
É a modalidade mais comum. O doador doa cerca de 450 ml de sangue integral, que posteriormente é processado em laboratório e separado em:
- Concentrado de hemácias (glóbulos vermelhos)
- Concentrado de plaquetas
- Plasma fresco congelado
Cada componente pode ser destinado a um paciente diferente, multiplicando o impacto de uma única doação.
Doação de plaquetas por aférese
Nessa modalidade, o doador é conectado a uma máquina de aférese que:
1. Retira o sangue do doador 2. Separa as plaquetas automaticamente 3. Devolve os demais componentes (hemácias e plasma) ao doador
O processo dura entre 1h30 e 2 horas. Como o organismo do doador recebe de volta a maior parte do sangue, a recuperação é mais rápida e é possível realizar doações a cada 15 a 30 dias, com frequência máxima de 24 vezes ao ano.
Quando as plaquetas são necessárias?
- Pacientes em quimioterapia
- Transplantados de medula óssea
- Pacientes com dengue grave
- Recém-nascidos com trombocitopenia
As plaquetas têm validade curtíssima (5 a 7 dias), o que exige demanda contínua de doadores.
Quem pode doar plaquetas por aférese?
Os requisitos são similares aos da doação convencional, mas a triagem pode ser mais rigorosa. Nem todos os hemocentros dispõem de máquinas de aférese. Consulte a unidade mais próxima via BloodLink para saber se essa modalidade está disponível na sua cidade.