Quem tomou dipirona pode doar sangue?
Sim, na maioria dos casos. A dipirona não impede a doação de sangue. A triagem avalia o motivo do uso: dor simples libera a doação, febre ou infecção adiam até a recuperação completa.
A dipirona (metamizol) é um dos analgésicos e antitérmicos mais consumidos do Brasil. O medicamento não consta entre os que impedem a doação de sangue.
Quando pode doar
- Dor de cabeça, dor muscular, cólica: pode doar, desde que esteja bem no momento da coleta
- Uso eventual, sem doença ativa: liberado
Quando aguardar
- Febre: febre indica infecção em curso; aguarde a recuperação completa antes de doar
- Infecção com ou sem antibiótico: o impedimento é a infecção; em infecções bacterianas, o prazo usual é de cerca de 2 semanas após a cura e o fim do antibiótico
- Dor persistente sem diagnóstico: investigue antes de doar
Dipirona e o sangue
Em doses habituais e uso eventual, a dipirona não compromete a qualidade do sangue doado. Casos raros de efeito sobre células sanguíneas (como a agranulocitose) são eventos adversos do uso prolongado no próprio paciente — quem teve alteração de exame de sangue por medicamento deve relatar na triagem.
Dicas práticas
- Informe o medicamento, a dose e o motivo na triagem
- Tomou dipirona por febre? Reagende para depois da recuperação completa
- Alimente-se bem e beba água antes da coleta
No Brasil
Os critérios seguem a Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde e a RDC nº 34/2014 da Anvisa. Sem febre e sem infecção, a dipirona não segura sua doação.