Quem teve COVID longa pode doar sangue?
Depende da fase. Durante sintomas ativos de COVID longa, a doação é contraindicada. Após resolução completa dos sintomas, avalia-se caso a caso na triagem clínica.
COVID longa (long COVID ou pós-COVID) é uma condição reconhecida pela OMS caracterizada por sintomas persistentes por mais de 12 semanas após a infecção aguda. A relação com doação de sangue ainda está sendo estudada, mas há orientações gerais.
Durante sintomas ativos de COVID longa
Se você ainda apresenta sintomas — fadiga intensa, névoa mental (brain fog), dispneia, taquicardia, dores persistentes — a doação de sangue não é recomendada. A condição clínica do doador precisa ser estável para garantir segurança a ele e ao receptor.
Após resolução dos sintomas
Não há um prazo fixo estabelecido pela Anvisa especificamente para COVID longa. O hemocentro avaliará: - Ausência de sintomas no dia da doação - Condição clínica geral estável - Uso de medicamentos (alguns podem ser contraindicadores)
COVID aguda (infecção ativa)
A inaptidão durante infecção ativa por COVID-19 ou sintomas respiratórios é de pelo menos 10 dias após o desaparecimento completo dos sintomas (ou desde o diagnóstico, se assintomático).
O que dizer na triagem
Informe ao profissional de saúde sobre o histórico de COVID longa. Seja específico sobre: - Quando foi a infecção - Quais sintomas persistem ou persistiram - Quais medicamentos usa atualmente
A decisão final é do médico do hemocentro com base na avaliação clínica individual.
Evidências sobre segurança do sangue
Até o momento, não há evidências de que o vírus SARS-CoV-2 seja transmitido por transfusão de sangue. A inaptidão é por segurança do doador, não do receptor.