Quem já doou um órgão em vida (rim ou fígado) pode doar sangue?
Sim, desde que totalmente recuperado da cirurgia. Doadores vivos de rim ou de parte do fígado podem voltar a doar sangue depois do período de recuperação cirúrgica, com a função do órgão remanescente avaliada como normal.
Doador vivo de órgão e doação de sangue
Ser doador vivo de rim ou de parte do fígado é diferente de ser um paciente transplantado que recebeu um órgão — aqui, a pessoa passou por uma cirurgia de grande porte para retirar o órgão saudável e doá-lo a outra pessoa. Essa condição não está entre os impedimentos definitivos da RDC nº 34/2014 da Anvisa, mas exige avaliação cuidadosa por causa da cirurgia recente e da nova condição do organismo.
O que a triagem avalia
| Situação | Impacto na doação |
|---|---|
| Cirurgia de doação de órgão recente (últimos meses) | Aguardar recuperação cirúrgica completa, em geral de 6 meses a 1 ano |
| Doador de rim, com função renal normal no órgão remanescente | Pode doar sangue após liberação médica |
| Doador de parte do fígado, com regeneração hepática completa | Pode doar sangue após liberação médica e exames de função hepática normais |
| Transfusão recebida durante a cirurgia de doação do órgão | Aguardar 1 ano a partir da data da transfusão |
| Complicações pós-cirúrgicas (infecção, sangramento) | Inaptidão até resolução completa do quadro |
Por que a avaliação é individual
O ponto central não é ter doado o órgão, e sim como o corpo está funcionando depois disso. Um doador de rim com função renal normal e sem intercorrências pode doar sangue com segurança; já um quadro de insuficiência renal remanescente, mesmo leve, exige avaliação semelhante à de quem já tem doença renal crônica.
No dia da doação
Leve exames recentes de função do órgão (renal ou hepática, conforme o caso) e informe ao médico da triagem a data da cirurgia de doação. A liberação depende da recuperação completa e da ausência de complicações, não apenas do tempo decorrido.