Quem tem doença de Parkinson pode doar sangue?
Geralmente não. A doença de Parkinson é uma condição neurológica degenerativa progressiva, e costuma causar inaptidão definitiva, tanto pela condição em si quanto pelo uso contínuo de medicações específicas.
A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta o controle motor, geralmente tratada com medicações como levodopa que exigem ajuste contínuo ao longo do tempo conforme a doença avança.
Por que a doação costuma ser restrita
- Natureza progressiva da doença: hemocentros costumam restringir doação em condições neurológicas degenerativas pelo risco de complicação durante o procedimento e pela evolução imprevisível do quadro
- Uso contínuo de medicação especializada: os medicamentos usados no tratamento têm efeitos sistêmicos que reforçam a avaliação de inaptidão
- Estágio inicial vs avançado: mesmo em fase inicial, a maioria dos hemocentros já aplica o critério de inaptidão definitiva, já que a doença por definição vai progredir
- Diferença de diagnóstico: tremor essencial ou outras condições que mimetizam sintomas de Parkinson sem ser a doença em si seguem avaliação diferente, converse com o hemocentro sobre o diagnóstico específico
Dicas para quem tem Parkinson
- Não é necessário tentar doar, o hemocentro vai identificar a condição na triagem clínica
- Existem outras formas de contribuir com o BloodLink e hemocentros, como divulgar campanhas pra pessoas aptas
- Mantenha o acompanhamento neurológico recomendado, independente da doação de sangue
No Brasil
A Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde lista doenças neurológicas degenerativas, incluindo Parkinson, entre as causas de inaptidão definitiva pra doação de sangue.