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Doação de sangue

Quem tem doença de Peyronie pode doar sangue?

Sim, sem restrição relacionada à condição em si. A doença de Peyronie não afeta a composição do sangue nem representa risco para o receptor. A atenção recai sobre eventuais medicamentos ou cirurgia recente usados no tratamento.

A doença de Peyronie é o acúmulo de tecido cicatricial fibroso no pênis, causando curvatura e, em alguns casos, dor durante a ereção. É uma condição urológica benigna, sem nenhuma relação com doenças transmissíveis pelo sangue ou com a qualidade dos hemocomponentes.

Por que geralmente não impede a doação

A RDC nº 34/2014 da Anvisa não lista a doença de Peyronie como critério de inaptidão. A triagem clínica foca na saúde geral do doador no dia da coleta, não no diagnóstico isolado.

O que pode exigir atenção

  • Colchicina: medicamento usado em alguns tratamentos da fase inicial — informe o uso na triagem, já que a avaliação considera o medicamento e não a doença
  • Injeções intralesionais (colagenase, verapamil): procedimento pontual, sem relação direta com a aptidão para doar, mas informe se foi feito recentemente
  • Cirurgia corretiva (nos casos mais graves): segue os critérios normais de recuperação pós-cirúrgica, com prazo de espera avaliado conforme o porte do procedimento
SituaçãoAptidão
Doença de Peyronie sem tratamento medicamentoso ou cirúrgicoApto, critérios normais
Em uso de colchicina ou outro medicamento específicoInformar na triagem — avaliação individual
Pós-operatório recente de cirurgia corretivaSegue prazo de recuperação cirúrgica, avaliado no hemocentro

Leve à triagem informações sobre o tratamento em curso, se houver. A doença em si não é motivo de recusa, e a decisão final cabe ao médico responsável pela triagem no dia da doação.

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