Quem toma escitalopram pode doar sangue?
Sim, na maioria dos casos. O escitalopram não impede a doação de sangue. O hemocentro avalia a estabilidade do quadro: quem trata depressão ou ansiedade e está bem no dia costuma ser aprovado na triagem.
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), entre os mais prescritos do Brasil para depressão e transtorno de ansiedade generalizada. O medicamento não consta entre os que impedem a doação de sangue.
O que o hemocentro avalia
- Quadro estável: quem usa escitalopram há semanas ou meses, sente-se bem e mantém a rotina costuma ser aprovado
- Início ou troca recente de medicação: alguns hemocentros pedem para aguardar a estabilização, em geral algumas semanas, porque tontura e enjoo são mais comuns no começo
- Crise ativa: episódio depressivo grave ou crise de ansiedade no dia leva a inaptidão temporária, pelo bem-estar do próprio doador
O medicamento não prejudica o receptor
O escitalopram presente no sangue doado, em dose terapêutica, não faz mal a quem recebe a transfusão. O foco da triagem é o doador: garantir que ele passa pela coleta com segurança e conforto.
Dicas práticas
- Tome o medicamento no horário habitual; não suspenda por conta da doação
- Alimente-se bem e hidrate-se antes da coleta
- Informe o nome do medicamento, a dose e há quanto tempo faz uso
- Ansiedade no momento da agulha é comum e não é impedimento — avise a equipe, que é treinada para isso
No Brasil
Os critérios seguem a Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde e a RDC nº 34/2014 da Anvisa. Tratamento estável e bem-estar no dia: a doação costuma ser liberada.