Quem teve ou se vacinou contra febre tifoide pode doar sangue?
Febre tifoide ativa é inaptidão temporária até recuperação completa. Vacina oral (vírus vivo): aguardar 4 semanas. Vacina injetada (Vi polissacarídica): geralmente sem impedimento ou prazo mínimo de 24h.
Febre tifoide e doação de sangue
A febre tifoide é causada pela Salmonella typhi e é endêmica em regiões com saneamento precário. No Brasil, a vacinação é recomendada para viajantes a áreas de risco e para profissionais de saúde expostos.
Doença ativa: inaptidão temporária
Febre tifoide ativa causa bacteremia — a bactéria circula no sangue. Durante a doença e o tratamento (antibioticoterapia), a doação não é indicada. O doador deve aguardar:
- Recuperação clínica completa
- Término do antibiótico (geralmente ciprofloxacino ou azitromicina por 7–14 dias)
- Pelo menos 7 dias após o término do antibiótico
Vacina oral (Ty21a): 4 semanas de impedimento
A vacina oral contra febre tifoide (cápsulas) contém bactéria viva atenuada. Por isso, a RDC 34/2014 determina inaptidão de 4 semanas após a última cápsula.
Vacina injetada (Vi polissacarídica): sem impedimento significativo
A vacina injetada é de polissacarídeo purificado — não contém bactéria viva. O prazo de impedimento é mínimo (geralmente 24–48h para qualquer reação vacinal leve) ou ausente, conforme protocolo do hemocentro.
Viagem a área endêmica
Se você viajou recentemente a área com surto de febre tifoide, informe na triagem — mesmo sem sintomas. O hemocentro avalia o risco de infecção assintomática.
Portadores crônicos assintomáticos
Portadores crônicos de Salmonella typhi (bactéria alojada na vesícula biliar sem sintomas ativos) são ineptos para doação — a bactéria pode estar presente no sangue mesmo sem febre.
Informe qualquer histórico de febre tifoide ou vacinação recente na triagem.