Quem teve feocromocitoma pode doar sangue?
Depende do tratamento. Feocromocitoma tratado cirurgicamente, com cura confirmada e pressão arterial normalizada, pode ser avaliado individualmente para a doação.
O feocromocitoma é um tumor raro, geralmente benigno, que se forma nas glândulas adrenais e produz excesso de adrenalina e noradrenalina, causando crises de pressão alta, palpitações, sudorese e dor de cabeça intensa. O tratamento principal é a remoção cirúrgica do tumor.
Durante o diagnóstico ou antes do tratamento
Enquanto o tumor está ativo, produzindo excesso de hormônios e causando crises de pressão alta, a doação é contraindicada — o risco de uma crise hipertensiva durante ou após a coleta não é aceitável.
Após a cirurgia de remoção
| Situação | Como é avaliado |
|---|---|
| Cirurgia recente | Aguardar recuperação cirúrgica completa, geralmente 30 a 90 dias, conforme o porte da cirurgia |
| Pressão arterial normalizada após a cirurgia | Avaliação individual — muitos casos são liberados após confirmação médica |
| Acompanhamento de longo prazo sem recorrência | Ajuda a fundamentar a liberação, mas a decisão é sempre do médico da triagem |
| Feocromocitoma associado a síndromes genéticas (como NEM tipo 2) | Avaliação mais cautelosa, considerando o risco de recorrência e outras condições associadas |
Acompanhamento pós-cirúrgico é essencial
Como o feocromocitoma pode, em casos raros, recorrer ou estar associado a síndromes genéticas com outros tumores endócrinos, o acompanhamento médico de longo prazo é fundamental — essa informação também orienta a triagem na avaliação da aptidão.
Na triagem
Leve relatório médico com a data da cirurgia, confirmação de cura e controle atual da pressão arterial. A decisão é sempre individual, avaliada por médico.