Quem tem glomerulonefrite pode doar sangue?
Depende da causa, da fase e da função renal. Glomerulonefrite ativa ou crônica com comprometimento renal costuma impedir a doação. A avaliação é sempre individual, feita pelo médico da triagem.
A glomerulonefrite é a inflamação dos glomérulos, as estruturas dos rins responsáveis por filtrar o sangue. Pode ser aguda (muitas vezes após uma infecção) ou crônica (associada a doenças autoimunes, como lúpus, ou a outras condições sistêmicas). Por afetar diretamente a função renal, exige avaliação cuidadosa antes de liberar a doação de sangue.
Fase aguda
Durante o quadro ativo — com alterações na urina, inchaço, pressão alta associada — a doação é suspensa até a resolução completa e confirmação médica da função renal.
Glomerulonefrite crônica
| Situação | Como é avaliado |
|---|---|
| Função renal preservada, doença estável, sem proteinúria significativa | Avaliação individual — alguns casos podem ser liberados |
| Função renal comprometida (redução da taxa de filtração glomerular) | Costuma ser critério de inaptidão |
| Associada a doença autoimune de base (lúpus, vasculite) | Segue também os critérios da doença autoimune, geralmente mais restritivos |
| Uso de imunossupressores | Critério adicional de inaptidão temporária, conforme o medicamento |
Por que é sempre avaliação individual?
A glomerulonefrite tem causas e gravidades muito variadas. Alguns casos são leves e totalmente resolvidos; outros evoluem para doença renal crônica. Por isso, não existe uma regra única — o médico da triagem avalia exames recentes e o quadro clínico atual.
Na triagem
Leve exames de função renal (creatinina, exame de urina) se tiver, e informe o diagnóstico, a causa e os medicamentos em uso. A decisão é sempre clínica e individualizada.