Quem tem ou teve hanseníase pode doar sangue?
Hanseníase em tratamento ativo geralmente cria inaptidão temporária. Após alta medicamentosa e conclusão do tratamento, a aptidão é avaliada individualmente pelo hemocentro.
Hanseníase e doação de sangue
O Brasil tem o segundo maior número de casos de hanseníase do mundo. A doença é causada pelo Mycobacterium leprae e afeta principalmente pele e nervos periféricos.
Durante o tratamento (PQT): inaptidão temporária
A Poliquimioterapia inclui rifampicina, dapsona e clofazimina. Durante o tratamento:
- O organismo pode ter carga bacilar circulante
- A dapsona pode causar anemia hemolítica em alguns pacientes
- A doação é adiada até conclusão do tratamento e avaliação clínica
Após alta medicamentosa: avaliação individual
PQT concluída não garante automaticamente aptidão, mas a maioria dos ex-pacientes sem sequelas hematológicas pode ser apto após triagem.
O que o hemocentro avalia: - Tempo desde a alta - Sequelas com lesões abertas ou úlceras ativas - Hemograma dentro dos valores normais
Dapsona e anemia hemolítica
A dapsona pode causar anemia, especialmente com deficiência de G6PD. Hemoglobina abaixo de 12,5 g/dL (mulheres) ou 13,0 g/dL (homens) cria inaptidão temporária.
Contatos próximos de pacientes
Contato domiciliar com portador de hanseníase não cria impedimento para o contato saudável.
Informe seu histórico na triagem.