O que é hemovigilância e como ela protege quem recebe sangue?
Hemovigilância é o sistema nacional que monitora eventos adversos em todas as etapas da doação e transfusão de sangue no Brasil, coordenado pela Anvisa. O objetivo é identificar erros e reações para tornar o processo cada vez mais seguro.
A hemovigilância é uma rede de monitoramento contínuo que acompanha o sangue desde a doação até a transfusão no paciente receptor.
O que ela monitora
- Reações adversas nos doadores durante ou após a coleta
- Reações transfusionais nos receptores (febre, alergia, hemólise)
- Erros laboratoriais no processamento e testagem do sangue
- Falhas na identificação de bolsas ou de pacientes
- Problemas no armazenamento e na cadeia de frio
- Transmissão de doenças infecciosas por transfusão
Quem coordena no Brasil
No Brasil, a hemovigilância é coordenada pela Anvisa por meio do Sistema Nacional de Hemovigilância, criado em 2002. Hemocentros e hospitais são obrigados a notificar qualquer evento adverso, mesmo que de baixa gravidade.
Como os dados são usados
Cada notificação alimenta um banco de dados nacional. Quando um padrão é identificado, como uma reação adversa recorrente associada a determinado procedimento, a Anvisa emite alertas, recomendações e pode atualizar a regulamentação.
O impacto real
A hemovigilância identificou que erros de identificação do paciente representam uma das causas mais comuns de transfusão incompatível no Brasil. A partir dessas notificações, hospitais adotaram protocolos de dupla checagem antes de cada transfusão.
Como o doador contribui
Se sentir qualquer reação após a doação (tontura prolongada, hematoma no local de punção, febre nas horas seguintes), informe ao hemocentro. Essa notificação alimenta o sistema e contribui para a segurança de outros doadores e receptores.