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Doação de sangue

Quem teve hepatite E pode doar sangue?

Hepatite E ativa é inaptidão temporária. Após recuperação clínica completa e normalização das enzimas hepáticas, é possível voltar a doar. Diferente da hepatite B e C, raramente há portador crônico.

Hepatite E e doação de sangue

A hepatite E é causada pelo vírus HEV, transmitido principalmente pela via fecal-oral e por carne de porco ou javali mal cozida. No Brasil é considerada endêmica em algumas regiões, mas subdiagnosticada.

Hepatite E aguda: inaptidão temporária

Durante a fase aguda (icterícia, náusea, febre, enzimas hepáticas elevadas), a doação não é indicada. O vírus pode estar circulando no sangue.

Após recuperação: quando voltar a doar?

Diferente da hepatite B e C, a hepatite E raramente cronifica em imunocompetentes — em mais de 95% dos casos resolve completamente.

Após a recuperação: - Aguardar normalização das transaminases (ALT/AST) - Estar assintomático - Geralmente aguardar 3 a 6 meses após a recuperação, conforme protocolo do hemocentro

Hepatite E crônica (em imunossuprimidos)

Em transplantados, pacientes com HIV ou em quimioterapia, o HEV pode cronificar. Nesses casos a avaliação é baseada na condição de base.

NAT para hepatite E no Brasil

O teste para HEV não é obrigatório pela RDC 34/2014, ao contrário de alguns países europeus. Por isso a triagem clínica (perguntas sobre icterícia recente, consumo de carne de porco mal cozida) é especialmente importante.

Informe qualquer histórico de icterícia ou hepatite na triagem.

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