Fiz histeroscopia, posso doar sangue?
Depende do tipo. A histeroscopia diagnóstica, feita sem cortes, costuma liberar a doação rápido, enquanto a histeroscopia cirúrgica, usada para remover pólipos ou miomas, exige um prazo maior de recuperação antes de doar.
A histeroscopia é um exame que insere uma câmera fina pelo colo do útero para visualizar o interior da cavidade uterina, usado tanto para investigar sangramentos e infertilidade quanto para tratar alterações encontradas no próprio exame. Existem duas modalidades bem diferentes para a triagem, a diagnóstica, que só observa, e a cirúrgica, que remove tecido.
O que a triagem realmente avalia
- Histeroscopia diagnóstica: sem corte nem remoção de tecido, costuma liberar a doação em poucos dias, já que o procedimento é considerado de baixo risco
- Histeroscopia cirúrgica: usada pra remover pólipo, mioma submucoso ou septo uterino, exige prazo maior de recuperação, semelhante a uma pequena cirurgia ginecológica
- Sangramento pós-procedimento: sangramento leve nos primeiros dias é esperado, mas sangramento intenso ou prolongado adia a liberação até normalizar
- Anestesia usada: histeroscopia diagnóstica costuma ser feita sem anestesia ou com anestesia local, enquanto a cirúrgica pode exigir sedação, o que muda o prazo considerado
Pontos de atenção adicionais
- Informe na triagem se o procedimento foi só diagnóstico ou se envolveu remoção de algum tecido
- Leve o laudo do exame se possível, isso ajuda o médico da triagem a avaliar mais rápido
- Sinais de infecção, como febre ou secreção com odor, adiam a doação até a resolução
No Brasil
A histeroscopia não tem prazo de espera único definido na RDC nº 34/2014 da Anvisa, e a avaliação varia conforme se o procedimento foi diagnóstico ou cirúrgico, sempre com decisão final do médico responsável pela triagem no hemocentro.