Faço reposição com hormônio bioidêntico, posso doar sangue?
Sim, na maioria dos casos. A reposição hormonal bioidêntica não é, por si só, critério de exclusão, o que importa é a condição de base que motivou o tratamento e a estabilidade do quadro clínico.
A reposição hormonal bioidêntica usa hormônios com estrutura molecular idêntica à produzida pelo corpo humano, geralmente manipulados em farmácia de compostos, pra tratar sintomas de menopausa, andropausa ou desequilíbrios hormonais diagnosticados. Diferente de anabolizantes usados fora de prescrição médica, a reposição bioidêntica acompanhada por endocrinologista ou ginecologista segue a mesma lógica de avaliação de outras terapias hormonais de reposição.
O que a triagem realmente avalia
- Motivo do tratamento: menopausa, andropausa ou hipotireoidismo tratado com hormônio bioidêntico geralmente não impede a doação, desde que o quadro esteja estável
- Uso de testosterona bioidêntica: segue avaliação parecida com a de outras formas de TRT, olhando dose, tempo de uso e estabilidade do hematócrito
- Sintomas atuais: ondas de calor, alterações de humor ou de pressão arterial recentes podem levar a triagem a adiar a coleta
Pontos de atenção adicionais
- Leve o nome dos hormônios manipulados e a dose pra triagem, já que fórmulas variam bastante entre farmácias
- Reposição feita sem acompanhamento médico regular costuma receber avaliação mais cautelosa
- Exames de sangue recentes relacionados ao tratamento podem ajudar o médico da triagem a decidir mais rápido
No Brasil
Não existe uma restrição específica pra hormônio bioidêntico na RDC nº 34/2014 da Anvisa. A avaliação segue os critérios gerais de uso de medicamentos e da condição clínica de base, conforme a Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde.