Quais condições impedem alguém de doar sangue para sempre?
Algumas condições geram impedimento definitivo, como infecção por HIV, hepatites B ou C crônicas, doença de Chagas e uso de certos medicamentos. Diferente dos impedimentos temporários, essas situações impedem a doação de forma permanente para proteger o receptor.
Existem dois tipos de impedimento para doar sangue: os temporários, que passam com o tempo, e os definitivos, que impedem a doação de forma permanente. Os definitivos existem principalmente para proteger quem vai receber o sangue.
Principais impedimentos definitivos
- Infecção pelo HIV, vírus causador da aids
- Hepatite B ou hepatite C crônicas
- Doença de Chagas
- Infecção por HTLV I ou II
- Alguns tipos de câncer, avaliados caso a caso
- Uso de determinados medicamentos que não podem passar ao receptor
- Ter recebido transplante de órgãos ou tecidos, em muitos casos
Por que essas condições são definitivas
A maior parte desses impedimentos está ligada a infecções que podem ser transmitidas pelo sangue e não têm como ser eliminadas com segurança, mesmo com os exames disponíveis. O impedimento protege o paciente que receberia a transfusão, que muitas vezes já está fragilizado por outra doença.
Diferente dos impedimentos temporários
Situações como gripe, tatuagem recente, gravidez ou uma viagem a área de risco geram impedimento temporário: a pessoa volta a poder doar depois de um período. Os impedimentos definitivos, ao contrário, valem para sempre.
Importante
Ter um impedimento definitivo para doar sangue não é motivo de vergonha nem impede a pessoa de cuidar da própria saúde. Em muitos casos, a própria triagem e os exames ajudam a identificar uma condição que precisa de acompanhamento médico, sempre de forma confidencial.