Jornalista pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia viagem recente a área de risco e trauma de cobertura em campo, não a atividade jornalística em si.
Jornalista pode cobrir evento em área de risco, viajar internacionalmente com frequência e, em cobertura de campo, se expor a situação de tumulto ou conflito, e são justamente esses pontos que a triagem observa nessa profissão, não o jornalismo em si.
O que o hemocentro avalia
- Viagem recente a país com transmissão de malária ou outra doença endêmica: pode gerar adiamento temporário conforme o destino
- Trauma físico durante cobertura de campo, como manifestação ou área de conflito: aguarde a recuperação completa antes de doar
- Rotina de redação sem viagem ou incidente: não afeta a aptidão pra doar
- Uso da voz e vista por longas horas: não afeta a aptidão pra doar
Dicas para quem trabalha como jornalista
- Informe o roteiro das últimas viagens de cobertura na triagem
- Informe qualquer trauma físico recente de cobertura em campo
- Encontre campanhas do BloodLink perto de redações e sindicatos de jornalismo da região
No Brasil
A Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde avalia viagem a área de risco e trauma físico pelo evento específico, sem listar jornalista como categoria de impedimento permanente.