Quem teve leucemia pode doar sangue?
Leucemia ativa ou em tratamento é inaptidão definitiva ou de longo prazo. Sobreviventes em remissão completa por vários anos podem ter aptidão avaliada individualmente, mas na maioria dos hemocentros o histórico de leucemia cria inaptidão permanente.
Leucemia e doação de sangue
A leucemia é um câncer hematológico — um câncer do próprio sangue e da medula óssea. Por isso, as implicações para doação são mais complexas do que em cânceres de outros órgãos.
Leucemia ativa ou em tratamento: inaptidão
Durante a doença ativa e o tratamento (quimioterapia, radioterapia, transplante de medula), a doação de sangue é absolutamente contraindicada. O sangue está comprometido pela doença e pelos medicamentos usados no tratamento.
Após remissão: avaliação rigorosa
A RDC 34/2014 é cautelosa com histórico de neoplasia hematológica. Na prática, a maioria dos hemocentros brasileiros considera o histórico de leucemia como inaptidão permanente ou exige período de remissão muito longo (geralmente 10 anos) com avaliação médica individualizada.
| Tipo | Situação habitual |
|---|---|
| Leucemia ativa | Inaptidão definitiva |
| Em quimioterapia | Inaptidão definitiva |
| Pós-transplante de medula | Inaptidão — veja FAQ específico |
| Remissão completa < 10 anos | Inaptidão na maioria dos hemocentros |
| Remissão completa ≥ 10 anos sem recidiva | Avaliação individualizada — a maioria ainda inabilita |
Por que tão restritivo?
- O sangue de sobreviventes pode ter alterações genéticas residuais não detectáveis nos testes de triagem padrão
- Risco de transmissão de células leucêmicas residuais (mínimo mas existente)
- A segurança do receptor é prioritária
Doação de medula óssea após remissão
A doação de medula óssea após leucemia tem critérios diferentes e ainda mais restritivos — a medula do sobrevivente pode ter sido transplantada ou tratada extensivamente.
Se você sobreviveu a uma leucemia, seu legado já é imenso — não precisa necesariamente de uma nova forma de ajudar.