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Doação de sangue

O que é sangue leucorreduzido e para que é usado?

Sangue leucorreduzido é uma bolsa de sangue processada para remover a maioria dos glóbulos brancos (leucócitos), reduzindo o risco de reações transfusionais e transmissão de CMV.

Quando você doa sangue, a bolsa coletada passa por um conjunto de processos laboratoriais antes de chegar ao paciente. Um desses processos, cada vez mais comum nos hemocentros modernos, é a leucorredução — a remoção dos leucócitos (glóbulos brancos) do produto sanguíneo.

Por que remover os leucócitos?

Embora os leucócitos sejam essenciais para o sistema imunológico do doador, eles podem causar problemas quando transfundidos para outro organismo:

1. Reações febris não hemolíticas: A forma mais comum de reação transfusional. Os leucócitos do doador estimulam uma resposta inflamatória no receptor, causando febre, calafrios e mal-estar. 2. Transmissão do citomegalovírus (CMV): O CMV fica latente dentro dos leucócitos. Pacientes imunocomprometidos — como transplantados e prematuros — são altamente vulneráveis a infecções por CMV transmitido via transfusão. 3. Aloimunização: A exposição repetida a antígenos HLA presentes nos leucócitos pode criar anticorpos que dificultam futuras transfusões e transplantes. 4. Imunomodulação relacionada à transfusão (TRIM): Leucócitos transfundidos podem suprimir temporariamente o sistema imune do receptor.

Como é feita a leucorredução?

O processo mais comum é a filtração por microfiltros de alta eficiência, que remove mais de 99,9% dos leucócitos da bolsa. O procedimento pode ser feito:

  • Em laboratório (pré-armazenamento): logo após a coleta — considerado o padrão-ouro
  • À beira do leito (bedside): no momento da transfusão, com filtro acoplado ao equipo

Quem recebe preferencialmente sangue leucorreduzido?

  • Pacientes que recebem transfusões frequentes (anemias crônicas, hemoglobinopatias)
  • Prematuros e neonatos
  • Pacientes imunocomprometidos (HIV, transplantados, oncológicos em quimioterapia)
  • Candidatos a transplante de órgãos ou medula
  • Pacientes com histórico de reações transfusionais

No Brasil

A Resolução RDC nº 34/2014 da Anvisa recomenda a leucorredução em situações de risco. Muitos hemocentros brasileiros já adotam a leucorredução universal (para todos os produtos) como prática padrão, alinhando-se às diretrizes internacionais.

Se você é doador, pode perguntar ao hemocentro quais processos são aplicados ao sangue coletado. O BloodLink conecta doadores a campanhas e fornece informações sobre os processos de uso do sangue doado.

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