Existe alguma exceção para doar sangue depois dos 69 anos?
Até setembro de 2026, não havia exceção formal: o limite era 69 anos, 364 dias. Uma nova portaria do Ministério da Saúde, em vigor a partir do fim de setembro de 2026, passa a permitir que doadores regulares com 70 anos ou mais continuem doando, avaliados caso a caso na triagem.
Atualização: a regra mudou a partir de 30 de setembro de 2026
O Ministério da Saúde publicou uma portaria que substitui os critérios de hemoterapia vigentes desde 2017. Uma das mudanças cria exatamente a exceção que antes não existia: doadores regulares que fizeram a primeira doação antes dos 60 anos podem continuar doando depois dos 70, desde que passem pela avaliação médica na triagem e estejam em boas condições de saúde. A justificativa oficial é o aumento da expectativa de vida da população doadora. O texto abaixo descreve a regra que vigorou até essa mudança entrar em vigor.
Como funcionava antes da nova portaria
A faixa etária para doação de sangue no Brasil era definida pela RDC nº 34/2014 da Anvisa: entre 16 e 69 anos. Diferente de outros critérios de triagem, que podem ter avaliação caso a caso pelo médico responsável, o limite de idade máxima era uma regra fixa, sem exceção.
Por que não existia exceção mesmo para doadores saudáveis, na regra antiga
- O limite de idade não avalia apenas a saúde atual do doador, mas o risco cumulativo de reações adversas à doação em idades mais avançadas, como tontura, queda de pressão e demora na recuperação
- Diferente de critérios como hipertensão controlada ou diabetes compensada, que permitem avaliação individual, a idade é um critério objetivo e não flexível na normativa vigente
O caso de quem já doava com frequência antes dos 60
- Para doadores que fizeram a primeira doação antes dos 60 anos, é permitido continuar doando até completar 69 anos, 364 dias
- Quem nunca doou antes dos 60 anos não pode iniciar a doação depois dessa idade, mesmo que deseje começar
O que fazer depois de atingir o limite
Doadores que atingem o limite de idade continuam podendo apoiar a causa de outras formas — incentivando familiares e amigos mais jovens a doar, participando de campanhas de conscientização ou ajudando na organização de mutirões, por exemplo.