Quem tem malformação arteriovenosa pode doar sangue?
Depende da localização e se já foi tratada. Malformação arteriovenosa cerebral, principalmente sem tratamento, costuma exigir avaliação cautelosa pelo risco de sangramento. Malformações pequenas, tratadas e estáveis, podem ser avaliadas individualmente.
A malformação arteriovenosa (MAV) é uma conexão anormal entre artérias e veias, sem a rede de capilares que normalmente reduz a pressão do fluxo sanguíneo entre elas. Pode ocorrer em diferentes partes do corpo, mas as MAVs cerebrais são as que exigem mais atenção, pelo risco de ruptura e hemorragia.
MAV cerebral não tratada
- Risco de sangramento: uma MAV cerebral não tratada tem risco basal de ruptura, independentemente da doação de sangue — a triagem avalia esse histórico com cautela, já que qualquer situação de estresse fisiológico é considerada
- Sintomas neurológicos associados (convulsões, dor de cabeça recorrente): avaliados junto com a condição de base
MAV tratada (embolização, cirurgia ou radiocirurgia)
Quem já tratou a malformação, com confirmação de que o vaso anormal foi eliminado ou controlado, e está sem sequelas neurológicas significativas, pode ser avaliado individualmente pelo médico da triagem — de forma parecida com outras condições vasculares tratadas.
MAV em outras localizações (pele, membros)
Malformações arteriovenosas pequenas na pele ou nos membros, sem sintomas ou risco de sangramento significativo, costumam ter avaliação mais simples do que as cerebrais.
| Situação | Aptidão |
|---|---|
| MAV cerebral não tratada | Avaliação individual cautelosa |
| MAV cerebral tratada, sem sequela | Avaliação individual |
| MAV pequena em pele ou membro, estável | Avaliação individual, geralmente mais simples |
Leve ao hemocentro o relatório do neurologista ou neurocirurgião com o histórico completo — a decisão final sobre a aptidão é sempre do médico responsável pela triagem.