Quem tem marca-passo pode doar sangue?
Na maioria dos casos, não. O uso de marca-passo indica cardiopatia de base que geralmente causa inaptidão permanente. Em raros casos de marca-passo preventivo em coração estruturalmente normal, a avaliação é individual.
Marca-passo e doação de sangue
O marca-passo é um dispositivo implantado para controlar distúrbios do sistema de condução do coração — como bloqueios atrioventriculares de alto grau ou síndrome do nó sinusal. Sua presença indica uma condição cardíaca subjacente que precisa ser avaliada com cuidado na triagem.
Por que o marca-passo costuma ser impeditivo
O coração de quem usa marca-passo depende do dispositivo para manter o ritmo cardíaco adequado. A doação de 450 ml de sangue provoca uma redução transitória do volume circulante, o que pode sobrecarregar o sistema cardiovascular. Em cardiopatias estruturais, esse estresse adicional representa risco real para o doador.
Tipos e situações
| Situação | Impacto na doação |
|---|---|
| Marca-passo por bloqueio AV total (3° grau) | Inaptidão permanente na maioria dos centros |
| Marca-passo por síndrome do nó sinusal com cardiopatia | Inaptidão permanente |
| CDI (cardioversor-desfibrilador implantável) | Inaptidão permanente |
| Marca-passo em coração estruturalmente normal (raro) | Avaliação individual — confirmar no hemocentro |
O que fazer
Se você usa marca-passo e tem interesse em doar, leve ao hemocentro o relatório do cardiologista com o diagnóstico que levou ao implante. O médico de triagem vai avaliar a função cardíaca residual e a estabilidade clínica antes de decidir.
Na maioria dos casos, o resultado é inaptidão permanente — mas existem situações específicas (marca-passo profilático em jovem com coração normal, por exemplo) que podem ser avaliadas individualmente.