Quem teve melanoma pode doar sangue?
Melanoma in situ completamente removido pode ser avaliado individualmente após anos sem recorrência. Melanoma invasivo com metástase ou em tratamento contraindica a doação permanentemente.
O melanoma é um tipo de câncer de pele originado nos melanócitos — células produtoras de pigmento. Por ser uma neoplasia maligna, seu histórico tem implicações para a doação de sangue, mas as regras variam conforme o estágio e o desfecho do tratamento.
Regra geral para cânceres no Brasil
A RDC nº 34/2014 da Anvisa determina que histórico de neoplasia maligna é critério de inaptidão. A avaliação considera: tipo do tumor, grau de invasão, tempo em remissão e tratamentos realizados.
Melanoma in situ (estágio 0)
- Confinado à epiderme, sem invasão da derme
- Completamente excisado com margens livres
- Após anos em remissão sem recorrência: pode ser avaliado individualmente pelo médico do hemocentro
- Não há consenso universal — alguns hemocentros aceitam após 5 anos sem recorrência; outros aplicam inaptidão permanente
Melanoma invasivo (estágios I a IV)
- Inaptidão permanente na maioria dos protocolos
- Tratamentos como imunoterapia (pembrolizumabe, nivolumabe), quimioterapia ou radioterapia também contraindicam doação durante e após o tratamento (períodos variáveis)
- Melanoma com metástase: inaptidão permanente
Cânceres de pele não melanoma
- Carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular (carcinoma de células escamosas) completamente removidos têm avaliação diferente do melanoma
- Carcinoma basocelular sem metástase, tratado e curado: pode ser aceito — avaliação individual
- Carcinoma espinocelular: depende do estágio e histórico
O que fazer
Informe o tipo de câncer, estágio, data do diagnóstico, tratamentos realizados e tempo em remissão. O médico do hemocentro terá a palavra final com base no histórico completo.