Quais são os principais mitos sobre doação de sangue?
Muita gente deixa de doar por crenças incorretas: que enfraquece o organismo, que pode transmitir doenças ou que dói muito. Todos esses são mitos. Veja a verdade sobre cada um.
O medo e a desinformação ainda afastam muitos doadores em potencial. Veja os principais mitos sobre doação de sangue — e o que a ciência realmente diz:
Mito 1: "Doação de sangue enfraquece o organismo"
Falso. O corpo repõe o volume de plasma doado em cerca de 24 horas. As hemácias são totalmente repostas em até 60 dias. Para doadores saudáveis, o processo não causa fraqueza duradoura — desde que o doador descanse e se hidrate adequadamente após a doação.
Mito 2: "Posso pegar alguma doença doando sangue"
Falso. Todos os materiais usados na coleta são descartáveis e estéreis. Agulhas, bolsas e equipamentos são usados uma única vez e descartados. Não há risco de contaminação para o doador.
Mito 3: "Doação de sangue dói muito"
Exagerado. A sensação é semelhante a um leve beliscão no momento da punção da agulha. A grande maioria dos doadores não relata dor significativa durante a coleta.
Mito 4: "Quem toma remédio não pode doar"
Parcialmente falso. Depende do medicamento. Muitos remédios de uso comum não impedem a doação. O hemocentro avalia caso a caso durante a triagem.
Mito 5: "Tatuagem impede doação para sempre"
Falso. Tatuagem é um impedimento temporário. Após 12 meses da realização (em local com controle sanitário), o doador está apto novamente. O prazo pode variar conforme o hemocentro.
Mito 6: "Pessoas com pressão alta não podem doar"
Depende. Hipertensos controlados, com pressão dentro dos limites aceitáveis no dia da triagem, geralmente são aptos a doar. A avaliação é feita individualmente na triagem clínica.
Mito 7: "Já doei uma vez e por isso não preciso mais"
Mito perigoso. O sangue não pode ser estocado indefinidamente — as hemácias duram 42 dias e as plaquetas apenas 5 dias. A doação regular é essencial para manter os estoques dos hemocentros em níveis seguros.
Se tiver dúvidas específicas sobre sua situação, entre em contato com o hemocentro mais próximo. A triagem clínica existe justamente para esclarecer e avaliar cada caso individualmente.