O que acontece se uma doença for detectada no sangue doado?
O sangue é descartado e o doador é notificado de forma confidencial pelo hemocentro, para que possa buscar atendimento médico. A identidade do doador e do receptor são mantidas em sigilo.
Todo sangue doado passa por uma bateria obrigatória de testes laboratoriais antes de ser liberado para uso clínico. Quando algum resultado é alterado, uma série de medidas é tomada para proteger tanto o receptor quanto o próprio doador.
Quais doenças são investigadas no sangue doado
De acordo com a RDC nº 34/2014 da Anvisa, os seguintes exames são obrigatórios:
- HIV 1 e 2
- Hepatite B (HBsAg e anti-HBc)
- Hepatite C
- Sífilis (VDRL e teste treponêmico)
- Doença de Chagas
- HTLV I e II
- Malária (em regiões endêmicas)
O que ocorre quando um resultado é reagente
1. O sangue é descartado imediatamente — nenhuma bolsa com resultado alterado chega ao paciente. 2. O doador é notificado com sigilo — o hemocentro entra em contato por carta, telefone ou e-mail de forma confidencial, informando que houve alteração e orientando a buscar acompanhamento médico. 3. Resultado reagente não confirma diagnóstico — muitos testes de triagem são altamente sensíveis e podem gerar falsos positivos. O doador deve procurar uma UBS, hospital ou infectologista para realizar exames confirmatórios. 4. Inaptidão temporária ou definitiva — dependendo do resultado, o doador pode ser inabilitado temporária ou definitivamente para futuras doações.
Sigilo e confidencialidade
O hemocentro é obrigado por lei a manter o sigilo sobre os resultados dos exames realizados na triagem. Nem o receptor sabe quem é o doador, nem o doador sabe para quem seu sangue seria destinado.
Não use a doação como forma de fazer exames
Fazer doação com a intenção de obter resultados laboratoriais gratuitos é prática antiética e perigosa. O "período de janela" (intervalo entre a infecção e a detecção) pode fazer com que um sangue infectado passe pelos testes. Exames de saúde devem ser feitos em serviços de saúde adequados.