O que acontece se eu mentir na triagem da doação de sangue?
O sangue pode ser descartado, o doador pode ser inabilitado permanentemente e, em casos graves, pode haver responsabilidade legal. A triagem existe para proteger receptor e doador.
Por que a triagem existe
A triagem clínica é uma entrevista confidencial obrigatória antes de cada doação. Seu objetivo é proteger duas pessoas: o receptor (que receberá o sangue) e o próprio doador (que pode se machucar doando em condição inadequada).
O que acontece com o sangue se informações falsas forem dadas
1. Testes laboratoriais detectam — todo sangue doado é testado para HIV, hepatites B e C, sífilis, doença de Chagas, HTLV e malária. Resultado positivo já descarta a bolsa. 2. Bolsa descartada — sangue com risco identificado vai para descarte, nunca para transfusão. 3. Notificação ao doador — o hemocentro entra em contato informando o resultado alterado. 4. Inabilitação — dependendo da situação, o doador pode ser inabilitado temporária ou permanentemente do cadastro nacional.
Responsabilidade legal
A Lei nº 10.205/2001 (Lei do Sangue) e o Código Penal preveem que quem doa sangue sabendo ser portador de doença transmissível pode responder por perigo para a vida ou saúde de outrem (art. 132 do CP) ou por lesão corporal grave se houver dano ao receptor.
O doador também se prejudica
Doar com anemia oculta, pressão baixa não revelada ou uso de medicamentos contraindicados pode causar mal-estar grave, síncope ou complicações durante a coleta.
A triagem é sigilosa
Todas as informações dadas na triagem são confidenciais, protegidas por sigilo médico. Nenhum familiar, empregador ou terceiro tem acesso. Seja honesto — é seguro.
Dúvida sobre algum critério? Pergunte diretamente ao profissional de saúde durante a triagem.