Fiz sessão de câmara hiperbárica, posso doar sangue?
A oxigenoterapia hiperbárica em si não é um procedimento invasivo e geralmente não impede a doação, mas a condição de saúde que motivou o tratamento, como ferida infectada ou acidente de mergulho, é o que a triagem avalia com mais atenção.
A oxigenoterapia hiperbárica consiste em respirar oxigênio puro dentro de uma câmara pressurizada, usada no tratamento de feridas crônicas, úlceras diabéticas, necrose tecidual e acidentes de descompressão em mergulho. Por não envolver punção, corte ou manipulação direta do sangue, a sessão em si não gera prazo de espera próprio, mas o motivo do tratamento costuma pesar mais na decisão da triagem do que a câmara.
O que a triagem realmente avalia
- O procedimento em si: não invasivo, sem furo na pele nem anestesia, não impede a doação por conta própria
- Ferida crônica ou úlcera em tratamento: infecção ativa, uso de antibiótico ou lesão aberta no momento da doação levam a triagem a adiar até a cicatrização
- Acidente de mergulho com doença descompressiva: quem fez a câmara por esse motivo segue o prazo padrão de restrição para mergulho, geralmente 24 a 48 horas após a última descompressão
- Número de sessões e medicação associada: tratamentos longos costumam vir acompanhados de outros cuidados médicos que também entram na avaliação
Pontos de atenção adicionais
- Informe na triagem qual foi o motivo da câmara hiperbárica, não só o procedimento em si
- Leve o relatório médico se o tratamento ainda estiver em andamento
- Feridas cicatrizadas sem sinal de infecção costumam liberar a doação normalmente
No Brasil
A oxigenoterapia hiperbárica não tem prazo de espera específico definido na RDC nº 34/2014 da Anvisa. A avaliação segue os critérios gerais de doença de base e procedimentos associados, sempre com decisão final do médico responsável pela triagem no hemocentro.