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Doação de sangue

Quem tem marcapasso pode doar sangue?

Não. O uso de marcapasso é contraindicação permanente para doação de sangue no Brasil, pois indica doença cardíaca subjacente que compromete a segurança do doador durante a coleta.

O marcapasso (pacemaker) é um dispositivo eletrônico implantado no tórax para regular o ritmo cardíaco em pacientes com arritmias graves ou bloqueios de condução. Pessoas com marcapasso não podem doar sangue.

Por que o marcapasso contraindica a doação?

*Doença cardíaca subjacente*

O marcapasso não é uma condição isolada — ele é implantado porque o coração do paciente não consegue manter ritmo adequado por conta própria. Essa doença subjacente (bloqueio atrioventricular, síndrome do nó sinusal, cardiomiopatia) é o que contraindica a doação.

*Segurança hemodinâmica durante a coleta*

A retirada de 450 ml de sangue causa queda temporária na pressão arterial e no volume circulante. Em pacientes com ritmo cardíaco dependente de marcapasso, essa situação pode ser mal tolerada e desencadear eventos adversos.

*RDC nº 34/2014*

A resolução da Anvisa lista cardiopatias como critério de inaptidão permanente. O uso de marcapasso é interpretado como evidência de cardiopatia clinicamente significativa.

E o desfibrilador implantável (CDI)?

O cardioversor-desfibrilador implantável (CDI), usado em pacientes com risco de fibrilação ventricular, também contraindica permanentemente a doação pelos mesmos motivos.

Arritmia sem marcapasso pode doar?

Depende. Arritmias leves e bem controladas (como extrassístoles isoladas ou fibrilação atrial estável sem anticoagulante) podem não impedir a doação — a avaliação é feita na triagem clínica individualmente.

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