Como funciona a plaquetaférese, a doação de plaquetas por aférese?
Na plaquetaférese, uma máquina de aférese coleta o sangue do doador, separa apenas as plaquetas e devolve o restante do sangue, hemácias, plasma e demais componentes, de volta pra corrente sanguínea do próprio doador em tempo real.
A plaquetaférese é um tipo de doação em que o doador fica conectado a uma máquina de aférese durante todo o procedimento, geralmente entre 60 e 90 minutos, bem mais longo que uma doação de sangue total, que costuma durar cerca de 10 minutos.
Como a máquina separa só as plaquetas
O sangue sai do braço do doador, passa por uma centrífuga dentro do equipamento que separa os componentes por densidade, retém apenas as plaquetas numa bolsa coletora, e devolve hemácias, plasma e o restante do sangue de volta pro doador através da mesma via ou de uma via no outro braço, dependendo do modelo de máquina usado.
Por que esse processo existe, se dá pra tirar plaqueta de uma bolsa de sangue total
Uma bolsa de sangue total rende uma quantidade pequena de plaquetas depois de processada, geralmente insuficiente sozinha pra tratar um paciente que precisa de transfusão de plaquetas, como pacientes oncológicos em quimioterapia. Uma única sessão de plaquetaférese rende o equivalente a várias bolsas de sangue total, cobrindo a necessidade de um paciente com uma coleta só.
O doador pode doar plaquetaférese com mais frequência que sangue total
Sim, porque o volume de hemácias devolvido ao doador é praticamente o volume total, o intervalo mínimo entre doações de plaquetaférese costuma ser mais curto que o intervalo entre doações de sangue total, respeitando sempre o limite de doações por ano definido pelo hemocentro.
O procedimento é seguro
É considerado seguro e é acompanhado por profissional de saúde do início ao fim, sendo o efeito colateral mais comum uma sensação passageira de formigamento, ligada ao anticoagulante usado durante a coleta, que costuma passar rápido com ajuste no ritmo da máquina.