Fiz preenchimento com PMMA, posso doar sangue?
Depende do tempo desde a aplicação e da ausência de complicações. O PMMA é um preenchedor permanente, e reações inflamatórias tardias são mais comuns do que em preenchedores reabsorvíveis, o que pede atenção redobrada na triagem.
O PMMA, ou polimetilmetacrilato, é um preenchedor facial e corporal permanente, aprovado pela Anvisa quando usado por profissional habilitado e em concentração adequada, diferente do biopolímero industrial usado de forma clandestina. Por ser permanente, o PMMA pode gerar reações inflamatórias tardias, às vezes anos depois da aplicação, o que muda a forma como a triagem avalia o caso ao longo do tempo, não só logo após o procedimento.
O que a triagem realmente avalia
- Tempo desde a aplicação recente: hemocentros costumam pedir alguns dias a poucas semanas sem sinais de infecção no local, como em qualquer procedimento que perfura a pele
- Nódulos, endurecimento ou vermelhidão tardios: mesmo anos depois da aplicação, sinais de reação inflamatória ativa podem levar a triagem a adiar a doação até a resolução
- Quantidade e área de aplicação: grandes volumes aplicados em glúteos ou quadril recebem avaliação mais cautelosa do que pequenos volumes faciais
Pontos de atenção adicionais
- Informe onde e quando o PMMA foi aplicado, mesmo que tenha sido há anos, porque reações tardias fazem parte da avaliação
- Procure a clínica de origem em caso de qualquer sintoma novo no local, isso ajuda a documentar o histórico pra triagem
- Aplicações feitas por profissional não habilitado podem levantar outras questões de segurança além do prazo de espera
No Brasil
O PMMA é regulamentado pela Anvisa para uso estético quando aplicado por médico ou dentista habilitado, e a avaliação de aptidão segue os critérios gerais de procedimentos invasivos da Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde.