Por que alguns tipos sanguíneos faltam mais que outros nos estoques?
Alguns tipos faltam mais porque são muito usados, como o O negativo, doador universal usado em emergências, ou porque são raros na população. O equilíbrio dos estoques depende da relação entre quanto cada tipo é doado e quanto é consumido.
Os estoques de sangue não caem de forma uniforme. Alguns tipos acabam antes que outros, e isso tem a ver com dois fatores: quão comum o tipo é na população e quanto ele é usado nos hospitais.
O caso do O negativo
O tipo O negativo é o doador universal: suas hemácias podem ser transfundidas para pacientes de qualquer tipo em situações de urgência, quando não há tempo de tipar o paciente. Por isso ele é muito consumido, especialmente em emergências e trauma. Como o O negativo não é tão comum na população, a combinação de alta demanda e oferta limitada faz esse tipo faltar com frequência.
Tipos raros na população
Tipos negativos em geral (A-, B-, AB-, O-) são menos frequentes na população brasileira. Quando um paciente desses precisa de sangue, a margem de doadores compatíveis é menor, e o estoque desses tipos é naturalmente mais apertado.
Tipos comuns também podem faltar
Mesmo tipos frequentes como o O positivo podem faltar, porque são muito usados justamente por serem comuns entre os pacientes. Um tipo comum tem muitos doadores, mas também muitos receptores.
Por que doar mesmo sem saber seu tipo
Você não precisa saber seu tipo para doar: o hemocentro faz a tipagem. Todo tipo é necessário, porque cada um atende pacientes específicos. Doar regularmente, independentemente do seu tipo, é o que mantém a rede equilibrada. E se o seu tipo for um dos mais buscados, a sua doação regular tem um valor ainda maior para o sistema.