Fiz PRP (plasma rico em plaquetas). Posso doar sangue?
Em geral sim, desde que o procedimento não tenha sido muito recente e não haja infecção no local. PRP não é listado como critério de inaptidão pela Anvisa, mas confirme no hemocentro.
PRP (plasma rico em plaquetas) e doação de sangue
O PRP (plasma rico em plaquetas) é um procedimento estético e terapêutico em que uma amostra do próprio sangue do paciente é centrifugada para concentrar as plaquetas e fatores de crescimento, e então reinfundida ou injetada na área alvo (face, couro cabeludo, tendões, articulações).
Por que o PRP pode gerar dúvida
O procedimento envolve: 1. Coleta de sangue do próprio paciente 2. Processamento extracorpóreo (centrifugação) 3. Reinjeção do concentrado de plaquetas
Essa manipulação do sangue — embora autóloga (do próprio paciente) — pode levantar questões nos protocolos de triagem, dependendo de como o hemocentro classifica o procedimento.
Situação na triagem
| Situação | Conduta |
|---|---|
| PRP estético (face, couro cabeludo) há mais de 7 dias, sem intercorrências | Geralmente sem restrição |
| PRP articular (joelho, ombro) há mais de 7 dias | Geralmente sem restrição |
| PRP muito recente (< 48 horas) | Aguardar — possível inaptidão temporária por volume de sangue retirado |
| PRP com infecção no local de injeção | Inaptidão temporária até cura + 7 dias após antibiótico |
Volume de sangue no PRP
A quantidade de sangue coletada para o PRP varia de 10 a 60 ml — muito menor que os 450 ml de uma doação. Em poucos dias, esse volume é reposto pelo organismo. Por isso, PRP realizado há mais de uma semana geralmente não interfere na aptidão.
Confirme no hemocentro
Como o PRP não está explicitamente mencionado na RDC 34/2014, diferentes hemocentros podem ter avaliações ligeiramente diferentes. Se o procedimento foi recente, informe na triagem e deixe o profissional avaliar.