Reação alérgica durante uma transfusão de sangue é comum?
Reações leves, como coceira e vermelhidão na pele, acontecem em cerca de 1 a 3 a cada 100 transfusões. Reações graves são bem mais raras e o paciente fica monitorado durante todo o procedimento justamente por causa desse risco.
Receber uma transfusão de sangue é um procedimento seguro, mas não isento de risco, e reações alérgicas estão entre as intercorrências mais monitoradas pela equipe de enfermagem durante o procedimento.
Tipos de reação e frequência
- Reação alérgica leve, com coceira, vermelhidão ou urticária, acontece em cerca de 1 a 3 a cada 100 transfusões
- Reação febril não hemolítica, com febre e calafrio sem relação com incompatibilidade sanguínea, é a mais comum entre todas
- Reação hemolítica aguda, ligada a incompatibilidade de tipo sanguíneo, é rara graças à prova cruzada feita antes de toda transfusão
- Reação anafilática grave é a mais rara de todas, geralmente ligada a uma deficiência específica de proteína no receptor
Por que o paciente fica monitorado durante a transfusão
A maior parte das reações aparece nos primeiros 15 a 30 minutos depois do início da transfusão. Por isso o protocolo padrão pede aferição de sinais vitais antes de começar, alguns minutos depois do início e em intervalos regulares até o fim do procedimento.
O que a equipe faz se uma reação aparece
A transfusão é interrompida imediatamente, os sinais vitais são reavaliados e a bolsa é encaminhada de volta ao banco de sangue pra investigação, mesmo em reações leves. Esse retorno da bolsa ajuda a identificar se o problema estava relacionado ao componente sanguíneo específico ou a uma característica do paciente.
Isso significa que a pessoa nunca mais pode receber transfusão
Não necessariamente. Depende do tipo e da gravidade da reação. Em muitos casos, transfusões futuras seguem com pré-medicação, como anti-histamínico, ou com componentes filtrados de forma específica pra reduzir o risco de repetição.