Quem usa retatrutida pode doar sangue?
Depende da condição de base e do estado nutricional, não do medicamento em si. A retatrutida é um agonista triplo (GLP-1, GIP e glucagon) usado para diabetes tipo 2 e obesidade, e segue a mesma lógica de avaliação de outros medicamentos da mesma classe.
A retatrutida é um medicamento injetável que atua em três receptores ao mesmo tempo, GLP-1, GIP e glucagon, e vem sendo estudado e prescrito para diabetes tipo 2 e para perda de peso, com resultados relatados acima dos observados com semaglutida e tirzepatida isoladas. Assim como Ozempic e Mounjaro, o medicamento em si não entra na lista de impedimentos da Anvisa (RDC nº 34/2014).
O que a triagem realmente avalia
- Se o uso é para diabetes tipo 2: o critério de aptidão depende do controle glicêmico e da ausência de complicações vasculares, não do nome do medicamento.
- Se o uso é para emagrecimento: a equipe observa o peso mínimo de 50 kg e a velocidade da perda de peso. Emagrecimento rápido demais pode levar a inaptidão temporária até o quadro nutricional estabilizar.
- Efeitos colaterais recentes (náusea, vômitos, diarreia) nos dias anteriores à coleta podem adiar a doação até os sintomas passarem.
Pontos de atenção adicionais
- Informe o uso da retatrutida na triagem clínica, mesmo sabendo que ela não é motivo automático de recusa
- Como é um medicamento relativamente novo no mercado brasileiro, alguns hemocentros ainda pedem informações adicionais sobre dose e tempo de uso
- A decisão final cabe sempre ao médico responsável pela triagem no dia da doação
No Brasil
Os critérios de aptidão seguem a Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde e a RDC nº 34/2014 da Anvisa, que avaliam a condição clínica do doador, não o nome comercial do medicamento usado.