O sangue doado é testado para doenças infecciosas?
Sim. Todo bolsão coletado passa por triagem laboratorial obrigatória para HIV, hepatites B e C, sífilis, doença de Chagas, HTLV e malária (em regiões endêmicas). Nenhum bolsão é transfundido sem esses resultados.
Todo o sangue coletado no Brasil passa por triagem laboratorial obrigatória antes de ser liberado para uso em pacientes. É uma etapa não negociável do processo — nenhum bolsão é transfundido sem esses resultados.
Quais doenças são testadas?
A RDC nº 34/2014 da Anvisa exige testes para:
| Doença | Teste |
|---|---|
| HIV (tipos 1 e 2) | Sorologia + NAT HIV |
| Hepatite B | HBsAg + Anti-HBc total |
| Hepatite C | Anti-HCV + NAT HCV |
| Doença de Chagas | Anticorpos anti-*T. cruzi* (dois testes de princípios diferentes) |
| Sífilis | VDRL ou RPR + teste treponêmico confirmatório |
| HTLV I e II | Sorologia anti-HTLV |
| Malária | Pesquisa de plasmódio (em regiões endêmicas e doadores provenientes dessas áreas) |
O que é o teste NAT?
O NAT (Nucleic Acid Testing) detecta o material genético (RNA/DNA) do vírus diretamente, reduzindo drasticamente a "janela imunológica":
- NAT HIV: janela de ~4 dias (vs. ~22 dias na sorologia)
- NAT HCV: janela de ~3 dias (vs. ~70 dias na sorologia)
O que acontece se um teste der positivo?
1. O bolsão é descartado imediatamente — nunca transfundido 2. O doador é notificado de forma confidencial pelo hemocentro 3. O doador é orientado a buscar acompanhamento médico especializado
Isso não substitui o questionário de triagem
O período de janela, por menor que seja, significa que há risco residual mínimo. Por isso a triagem clínica (questionário) e os comportamentos seguros do doador continuam sendo a primeira linha de defesa do sistema.