Sífilis impede a doação de sangue?
Sífilis ativa impede a doação. Após tratamento completo e cura comprovada, é necessário aguardar 12 meses antes de retornar como doador.
A sífilis é uma infecção bacteriana causada pela bactéria *Treponema pallidum*, transmitida principalmente por via sexual, mas também por transfusão de sangue e de mãe para filho durante a gestação (sífilis congênita).
Sífilis ativa: inaptidão imediata
Durante a infecção ativa — qualquer que seja o estágio (primária, secundária ou terciária) — a doação de sangue é completamente contraindicada. O *Treponema pallidum* pode estar circulante no sangue e infectar o receptor por transfusão.
Após o tratamento: quanto tempo esperar?
Após o tratamento completo com penicilina e comprovação de cura (queda nos títulos do VDRL), a orientação geral dos hemocentros brasileiros é aguardar 12 meses antes de retornar à doação.
Esse período serve para:
- Confirmar que não houve reinfecção
- Garantir que os títulos sorológicos se estabilizaram
- Excluir possibilidade de sífilis latente não detectada
Como a sífilis é rastreada no sangue doado?
Todo sangue coletado no Brasil é testado para sífilis por triagem sorológica obrigatória (VDRL ou TPHA). Se o resultado for reagente:
- A bolsa é descartada
- O doador é notificado de forma sigilosa
- O doador recebe orientação para buscar tratamento
Sífilis latente tardia
A sífilis latente tardia — quando não há sintomas mas os exames ainda são reagentes — também impede a doação. O hemocentro avalia o histórico e os títulos atuais do VDRL para determinar a aptidão.
O que informar na triagem
Informe ao hemocentro:
- Se já teve sífilis, mesmo que tratada há anos
- Quando foi o diagnóstico e o tratamento
- Se os títulos do VDRL chegaram a ser não reagentes após o tratamento
A triagem é confidencial. Omitir esse histórico coloca o receptor em risco.