Quem tem síndrome da fadiga crônica pode doar sangue?
SFC/EM não tem impedimento absoluto na norma, mas em fase sintomática ativa a doação geralmente não é recomendada. A triagem avalia o estado clínico no dia.
Síndrome da fadiga crônica e doação de sangue
A síndrome da fadiga crônica (SFC), também chamada de encefalomielite miálgica (EM), é caracterizada por fadiga intensa que não melhora com repouso, mal-estar pós-esforço, disfunção cognitiva e distúrbios do sono. Ganhou notoriedade com a COVID longa, que em muitos pacientes se assemelha clinicamente à SFC/EM.
O que a norma diz
A RDC 34/2014 não menciona SFC/EM nominalmente. A avaliação baseia-se nos critérios gerais: estado clínico no dia, medicamentos em uso e condição de saúde geral.
Por que a doação é problemática em fase ativa
- Mal-estar pós-esforço: a punção e a coleta são estresse fisiológico que pode desencadear ou agravar sintomas por dias
- Fadiga intensa: o hemocentro avalia se o doador está em condições adequadas no momento
- Medicamentos: muitos usados por pacientes com SFC/EM podem criar impedimento
Medicamentos comuns e impacto na doação
| Medicamento | Situação |
|---|---|
| Antidepressivos (fluoxetina, venlafaxina) | Geralmente não impedem — informe na triagem |
| Benzodiazepínicos (para insônia) | Avaliado caso a caso |
| AINEs para dor | Inaptidão de 48h |
| Imunossupressores | Podem impedir — avaliado individualmente |
Se você está em surto ou com sintomas intensos, adie a doação. Se está em remissão e se sente bem, vá à triagem e seja transparente.