Quem já teve síndrome de Guillain-Barré pode doar sangue?
Depende do histórico. Durante a fase aguda e o tratamento, a doação é impedida. Após recuperação completa e sem sequelas, pode haver aptidão avaliada individualmente pelo médico do hemocentro.
Síndrome de Guillain-Barré e doação de sangue
A síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune rara em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, geralmente após uma infecção viral ou bacteriana, causando fraqueza muscular progressiva.
Por que gera impedimento
- Na fase aguda, o paciente está sob acompanhamento médico intensivo, muitas vezes hospitalizado — doação não é indicada nesse período
- O tratamento comum envolve imunoglobulina intravenosa ou plasmaférese, procedimentos que geram inaptidão temporária prolongada
- É preciso descartar relação com infecções recentes (como Zika, Campylobacter ou outras) que também impedem a doação por si só
Depois da recuperação
| Situação | Perspectiva |
|---|---|
| Fase aguda ou em tratamento | Inaptidão |
| Recuperação completa, sem sequelas neurológicas, há mais de 1 ano | Avaliação individual — pode haver aptidão |
| Sequelas neurológicas permanentes | Inaptidão, dependendo da gravidade |
Leve um relatório médico atualizado ao hemocentro, descrevendo o quadro, o tratamento realizado e o tempo de recuperação. A decisão final é sempre do médico responsável pela triagem clínica no dia da doação.