Quem tem síndrome de Lynch pode doar sangue?
Depende do histórico individual. A síndrome de Lynch em si, sem um câncer diagnosticado, não é critério de inaptidão. Se já houve diagnóstico de câncer associado à síndrome, a avaliação segue o critério aplicado a histórico de câncer, com origem do tumor e tempo de remissão pesando na decisão.
O que é a síndrome de Lynch
A síndrome de Lynch é uma condição genética hereditária que aumenta significativamente o risco de desenvolver certos tipos de câncer ao longo da vida, principalmente câncer colorretal e câncer de endométrio, entre outros. É causada por mutações em genes responsáveis pelo reparo do DNA, e quem tem o diagnóstico costuma fazer acompanhamento médico preventivo mais frequente.
Ter a síndrome, sem câncer diagnosticado, impede a doação?
Não diretamente. A síndrome de Lynch é uma predisposição genética a desenvolver câncer, não um diagnóstico de câncer em si. Quem tem o diagnóstico genético mas nunca desenvolveu um tumor não se enquadra nos critérios de inaptidão relacionados a histórico oncológico, e pode doar normalmente, seguindo os demais critérios de aptidão.
Se já houve um câncer associado à síndrome
Nesse caso, a avaliação segue o mesmo critério aplicado a qualquer histórico de câncer: tumores sólidos tratados com sucesso e em remissão completa por um período prolongado, geralmente reavaliados 5 anos após o fim do tratamento, costumam ser avaliados individualmente pelo hemocentro.
O que informar na triagem
Informe o diagnóstico genético da síndrome de Lynch e, se aplicável, o histórico completo de qualquer câncer relacionado, incluindo tipo, tratamento e tempo de remissão. Essa informação ajuda o profissional de triagem a aplicar o critério correto pro seu caso específico.