Quem tem síndrome do pânico pode doar sangue?
Síndrome do pânico controlada, sem crise ativa e sem medicamentos contraindicados, geralmente permite a doação. O ambiente do hemocentro pode ser desafiador para quem tem pânico — informe a equipe.
Síndrome do pânico (transtorno de pânico) é um transtorno de ansiedade caracterizado por crises recorrentes e inesperadas, com sintomas físicos intensos como taquicardia, falta de ar, tontura e sensação de morte iminente. Sua relação com a doação de sangue envolve o estado clínico atual e os medicamentos em uso.
Quando a síndrome do pânico não impede a doação
- Transtorno de pânico em remissão ou bem controlado
- Uso de ISRS (sertralina, escitalopram, paroxetina, fluoxetina) ou IRSN (venlafaxina, duloxetina): não contraindicam a doação
- Uso de buspirona: sem contraindicação formal
- Psicoterapia como único tratamento: sem impedimento
Quando pode haver impedimento
- Benzodiazepínicos (alprazolam, clonazepam, diazepam): avaliação individual — uso crônico pode indicar dependência; uso agudo nas 12 horas anteriores pode afetar o estado de consciência do doador
- Crise de pânico no dia da doação: contraindicação temporária — o estado de agitação e hiperventilação não é adequado para a coleta
- Agorafobia grave (medo de ambientes fechados/multidões): o próprio hemocentro pode desencadear crise — avalie com seu médico antes de tentar
Dicas práticas para doadores com pânico
- Informe a equipe do hemocentro sobre o diagnóstico antes da coleta
- Peça para ficar em local mais calmo, se possível
- Leve um acompanhante de confiança
- Evite horários de pico (grande movimento)
- Comunique imediatamente qualquer sensação de crise durante o procedimento
Consideração geral
A RDC nº 34/2014 não lista síndrome do pânico como causa de inaptidão per se. A avaliação recai sobre o estado clínico e os medicamentos — não sobre o diagnóstico em si.