Quem tem síndrome mielodisplásica pode doar sangue?
Não. A síndrome mielodisplásica é um distúrbio da medula óssea com potencial de evoluir para leucemia, e é critério de inaptidão permanente para doação de sangue, independentemente do estágio.
A síndrome mielodisplásica (SMD) é um grupo de doenças em que a medula óssea produz células do sangue de forma anormal e insuficiente, causando citopenias — anemia, plaquetas baixas ou glóbulos brancos baixos, isoladas ou combinadas. É considerada uma condição pré-maligna, com risco de evoluir para leucemia mieloide aguda.
Por que é inaptidão permanente
- Origem na medula óssea: assim como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, a SMD tem origem no próprio tecido que produz o sangue, o que já basta para a inaptidão permanente nos critérios brasileiros
- Citopenias frequentes: a maioria dos pacientes tem hemoglobina, plaquetas ou leucócitos abaixo dos valores mínimos exigidos para doar
- Risco de evolução para leucemia: reforça o critério de cautela aplicado a toda a categoria de neoplasias hematológicas, mesmo em fases consideradas de baixo risco
| Situação | Aptidão |
|---|---|
| SMD de baixo risco, poucas alterações no hemograma | Inaptidão permanente |
| SMD de alto risco ou em tratamento | Inaptidão permanente |
A SMD, mesmo em fases mais brandas, segue o mesmo critério das demais neoplasias hematológicas. Você pode apoiar a causa incentivando outros doadores aptos e divulgando campanhas do BloodLink.