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Doação de sangue

Quem tem síndrome pós-COVID (long COVID) pode doar sangue?

Em geral não, enquanto os sintomas persistirem. A síndrome pós-COVID com sintomas ativos é uma contraindicação temporária para doação de sangue. A aptidão é avaliada individualmente após resolução do quadro.

A síndrome pós-COVID-19, popularmente conhecida como long COVID, é caracterizada pela persistência de sintomas por mais de 12 semanas após a infecção aguda pelo SARS-CoV-2. Entre os sintomas mais comuns estão fadiga intensa, falta de ar, névoa mental (brain fog), dores musculares, palpitações e intolerância ao exercício.

Por que o long COVID afeta a aptidão para doação

As principais razões pelas quais a síndrome pós-COVID é considerada uma contraindicação temporária à doação incluem:

1. Condição de saúde não estabilizada: a triagem clínica exige que o doador esteja em boas condições de saúde no dia da doação. Sintomas persistentes como fadiga e falta de ar indicam que o organismo ainda está se recuperando 2. Risco de mal-estar durante a coleta: sintomas como palpitações, hipotensão postural e intolerância ao esforço aumentam o risco de reações adversas durante e após a retirada de sangue 3. Possível ativação inflamatória persistente: pesquisas indicam que alguns pacientes com long COVID apresentam marcadores inflamatórios elevados e possíveis microcoágulos no sangue, o que pode afetar a qualidade dos hemocomponentes 4. Medicamentos em uso: anti-inflamatórios, anticoagulantes e outros medicamentos frequentemente usados no manejo do long COVID têm períodos de espera específicos

Quando é possível voltar a doar após long COVID

Não existe um prazo fixo estabelecido em regulamentação específica para o long COVID, mas as orientações gerais apontam que:

  • O doador deve estar assintomático ou com sintomas totalmente resolvidos
  • Não deve estar fazendo uso de medicamentos que causem inaptidão
  • Deve sentir-se em plenas condições de saúde no dia da doação
  • Em casos de sequelas cardíacas (miocardite pós-COVID, arritmias), pode haver inaptidão permanente dependendo da gravidade

O que informar na triagem

  • Que teve COVID-19 e quando
  • Se ainda apresenta sintomas (fadiga, falta de ar, névoa mental)
  • Todos os medicamentos em uso atualmente
  • Se teve complicações graves como miocardite, trombose ou embolia pulmonar

Casos de inaptidão permanente associados ao COVID grave

Algumas sequelas do COVID-19 grave podem causar inaptidão permanente para doação: - Miocardite com disfunção ventricular persistente - Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar com sequelas - Fibrose pulmonar grave

Resumo

  • Long COVID com sintomas ativos: inaptidão temporária
  • Aguarde resolução completa dos sintomas antes de tentar doar
  • Informe o histórico de COVID-19 e possíveis sequelas na triagem
  • Sequelas cardíacas ou pulmonares graves podem causar inaptidão permanente
  • Quando em dúvida, leve um relatório médico ao hemocentro

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